28 julho, 2008

EUA temem riscos de substância presente em plástico

Uma substância química usada para fabricar mamadeiras e outros objetos de plástico pode estar ligada a uma série de problemas hormonais e a um aumento no risco de câncer, segundo um estudo preliminar divulgado por uma agência de saúde do governo americano.

O estudo do National Toxicology Program (NTP), ou Programa Nacional de Toxicologia, afirma que testes com animais realizados em laboratórios revelaram que pode haver uma ligação entre o bisphenol A e tumores pré-cancerosos, puberdade feminina precoce e mudanças comportamentais.

Usando um sistema com cinco níveis de classificação, a pesquisa classificou o resultado como representando "alguma preocupação", no meio da escala, abaixo de "preocupação séria" ou "preocupação" e concluiu que é necessário investigar mais os efeitos da substância.

"O que nós temos é um alerta, um sinal. Nós não podemos descartar a possibilidade de que efeitos semelhantes ou relacionados podem ocorrer em humanos", disse Mike Shelby, diretor do Centro para a Avaliação de Riscos à Reprodução Humana, que faz parte do NTP e que supervisionou o estudo.

"Nós esperamos que esse estudo leve o FDA (Food and Drug Administration) a reconhecer o quanto essa substância é tóxica e a forçar os fabricantes a estabelecer novos padrões de segurança", disse Anila Jacob, da organização não-governamental Environmental Working Group, ao The New York Times.

Mas o American Chemistry Council, que representa os fabricantes de produtos de plástico, disse ao jornal que o estudo "afirma que não há preocupações sérias em relação aos efeitos do bisphenol A".

Mudança

O relatório é um sinal de que pode haver uma mudança na posição do governo americano em relação ao bisphenol A, uma substância tão comum nos Estados Unidos que foi detectada na urina de 93% da população com mais de 6 anos de idade, segundo dados divulgados pelo estudo.

O NTP divulgou o relatório preliminar para receber comentários públicos e irá publicar a versão final do estudo durante o verão americano.

O órgão não tem o poder de regular o uso do bisphenol A, mas as conclusões são usadas por outras agências americanas, como a Food and Drug Administration, e a Environmental Protection Agency, que estebelecem o limite seguro de exposição a substâncias químicas.

Fonte: BBC Brasil

04 julho, 2008

Aveia é saudável

Uma revisão científica das pesquisas mais atuais mostra que a ligação entre ingerir aveia e redução dos níveis de colesterol é mais forte do que se acreditava inicialmente em 1997, quando o FDA aprovou evocar os efeitos benéficos nos rótulos das embalagens.

Dr. James W. Anderson, professor de medicina e nutrição clínica na University of Kentucky College of Medicine e co-autor do estudo, apresenta uma análise atual para determinar se estudos mais recentes são consistentes com as conclusões do FDA.

Seu relato constata que estudos realizados nos últimos 15 anos mostram, sem exceção:

Nível de colesterol total é reduzido com o consumo de aveia;

Lipoproteína de baixa densidade (LDL, o colesterol ruim) é reduzido sem efeitos adversos sobre o colesterol lipoproteína de alta densidade (HDL, o colesterol bom), ou concentrações de triglicérides.

Grãos integrais como aveia estão entre os melhores alimentos que podem ser ingeridos para melhorar os níveis de colesterol, além de outras opções de estilo de vida, disse Anderson.

Outras opções de estilo de vida, tal como dieta, deveria ser a primeira opção de tratamento para a maioria dos pacientes com risco de colesterol moderado, em função do custo, segurança e intolerância em relação aos medicamentos para baixar o colesterol.

Dados mais recentes indicam que grãos integrais de aveia, como parte de um programa de gerenciamento de estilo de vida, pode conferir benefícios que vão além de reduzir colesterol total e LDL, disse Anderson.

Estudos recentes sugerem que ingerir aveia pode:
Reduzir o risco de pressão arterial alta, diabetes tipo 2 e ganho de peso;
Reduzir colesterol LDL durante perda de peso;
Prover mudanças favoráveis nas características físicas das partículas de colesterol LDL, tornando-as menos suscetíveis à oxidação (acredita-se que a oxidação leve ao enrijecimento das artérias);
Fornecer compostos únicos que podem levar à redução do enrijecimento prematuro das artérias.

Fonte: American Journal of Lifestyle Medicine - EMEDIX